sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Ribeirão Preto recebe Congresso Nacional de Aviação Agrícola em 2010

A cidade de Ribeirão Preto no interior de São Paulo irá sediar no próximo ano, nos dias 23 e 24 de Junho, o Congresso SINDAG – Congresso Nacional de Aviação Agrícola 2010.
A participação de diversos expositores e o público crescente a cada ano que passa denota a “valorização do setor e a importância do Sindicato na representação e na organização da aviação agrícola como um todo”, conforme disse o presidente do Sindag, Júlio Kämpf.
Com o objetivo de debater assuntos referentes à aviação agrícola como a qualidade e a segurança de voo, além da qualificação profissional, o congresso conta com palestras de renomados especialistas em suas áreas e, durante a reunião que definiu sua sede e datas, a diretoria do Sindag ainda discutiu a participação da aviação agrícola no combate a incêndios e a Resolução nº 106 da ANAC, que trata da segurança operacional dos pequenos provedores de serviço da aviação civil.

Portal CR

terça-feira, 27 de outubro de 2009

MS: Boibras inaugura unidade em Nova Andradina

O prefeito Gilberto Garcia participou na manhã de sábado, dia 24 de outubro, da inauguração do Frigorífico Boibras em Nova Andradina, realizada na sede do empreendimento, na MS 276, km 08, no Bairro Umbaracá. Recepcionaram os convidados os diretores da empresa, Gilberto Gomes de Souza, Jorge Pereira da Silva e João Esteves, e o gerente da unidade Nova Andradina, Kid.

O Frigorífico Boibras tem sede em São Gabriel D'Oeste, e agora inaugura a filial em Nova Andradina, gerando 65 empregos diretos, abatendo inicialmente 150 cabeças ao dia, com capacidade para 300. A unidade é uma das quatro do Estado com autorização para o abate de ovinos.

Prestigiaram a solenidade o vice-prefeito Raulino Baronceli, o ex-prefeito Roberto Hashioka, a deputada estadual Dione Hashioka, Ivo Scarcelli, representando o Sindicato das Indústrias de Mato Grosso do Sul, Márcio Andrade, representando a família Andrade, Orlando Baez, superintendente Federal de Agricultura de MS, os secretários municipais Walter Fernandes (Planejamento e Finanças), Elizabeth Sumiko Anami Nogueira (Infraestrutura), Fábio Maurício Selhorst (Desenvolvimento Integrado), os vereadores Adriano Palopoli, Magrelo Brambila, Sandro Hoici, Antônio Tomaz, Márcio Costa, Glauco Lourenço e Zé Bugre, vereadores de Batayporã Cícero Leite e Ivanilde Farias, ex-prefeito Luiz Ortega, diácono Lécio Gavinha, que proferiu a benção, comandante do 8º Batalhão de Polícia Militar, Nilvo Vicente Perlin, pecuaristas, entre outros convidados.

A deputada estadual Dione Hashioka desejou as boas vindas aos empresários da Boibras, desejando que tenham o mesmo espírito empreendedor da família Andrade. "O Frigorífico Boibras irá agregar valor ao boi, e também oferece uma oportunidade para o abate de ovinos, gerando crescimento e desenvolvimento para Nova Andradina, cidade polo da região, que trará orgulho para nosso Estado", destaca.

As informações são do FarmPoint.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

MS: rebanho deve ser vacinado contra aftosa em novembro

O rebanho de bovídeos do Mato Grosso do Sul deve ser todo vacinado contra a febre aftosa até o dia 30 de novembro, esperando-se índices eficientes no controle da aftosa. No estado, são 22 milhões de cabeças, produzidas em 54.351 propriedades. As cidades que fazem fronteira, tanto com o Paraguai quanto com a Bolívia, são incluídas na Zona de Alta Vigilância (ZAV), por recomendação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

“Na ZAV, a segunda etapa da campanha começou em 1 de outubro e se estende até 15 de novembro, porque é feita diretamente pelo serviço oficial do governo”, destaca o chefe do Serviço de Defesa Agropecuária no estado (Sedesa), Elvio Cazola. Nos outros municípios, a vacinação deve ser feita entre 1 e 30 de novembro.

Mato Grosso do Sul é reconhecido pela (OIE) como zona livre de febre aftosa com vacinação. No estado, quase 300 fiscais atuam para manter a sanidade dos animais.

Zona de Alta Vigilância - A ZAV é uma faixa de aproximadamente 1.500 quilômetros, que se estende pelos municípios de Corumbá, Ladário, Porto Murtinho, Caracol, Bela Vista, Antônio João, Ponta Porã, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Paranhos, Sete Quedas, Japorã e Mundo Novo, onde as ações de vigilância veterinária são reforçadas. Nessa região, são criados 800 mil bovinos e bubalinos em 5,9 mil propriedades.

As vacinas serão aplicadas pela equipe da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), com supervisão da Superintendência Federal de Agricultura no Mato Grosso do Sul (SFA/MS). Também será realizada atualização cadastral das propriedades na ZAV.

Agrolink

sábado, 17 de outubro de 2009

BA: Embrapa lança Controle Oficial do Leite Caprino

Foi realizada no Instituto de Desenvolvimento da Região do Sisal - IDRSisal, em Valente/BA, uma apresentação técnica, do Dr. Olivardo Facó, pesquisador da EMBRAPA Caprinos e Ovinos, de Sobral/CE, sobre o Controle Leiteiro Oficial - CLO, do leite caprino e do Programa de Melhoramento Genético de Caprinos Leiteiros - PMGC, no Estado da Bahia.

Com as presenças de associados do IDRSisal, pecuaristas, Presidentes dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais - STRAF de Valente e São Domingos - SINTRAF, representantes da EBDA, Sindicato dos Produtores Rurais de Valente, Secretarias de Agricultura dos municípios de Valente e Retirolândia/BA, Núcleo Baiano dos Criadores de Anglonubiana, APAEB e Fundação APAEB, técnicos e criadores da região, o Dr. Facó salientou a importância do CLO e do PMGC como ferramentas imprescindíveis para o melhoramento genético dos caprinos, visando o aumento da eficiência econômica dos rebanhos, orientando o manejo alimentar, auxiliando no controle e prevenção de doenças, apontando diretrizes, além de promover comercialmente o rebanho caprino.

O médico veterinário, Dr. Paulo José Teóphilo Gertner (Zeca), Presidente do Núcleo Baiano de Criadores de Anglonubiana, falou sobre os objetivos e ações do Núcleo que consiste no fortalecimento e na promoção da raça no Estado da Bahia. O Gerente Executivo do IDRSisal, Sílvio Roberto Habib, informou que está tentando viabilizar junto à EMBRAPA Caprinos e Ovinos e a Caprileite/ACCOMIG de Minas Gerais, uma parceria para que o IDRSisal seja a instituição credenciada para exercer o Controle do Leite Caprino - CLO, no Estado da Bahia.

FarmPoint

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

SP: Núcleo de ovinocultores e Marfrig avaliam parceria

O Núcleo Sudoeste Paulista de Ovinocultores (NSP) visitou recentemente o Frigorífico Marfrig, em Promissão/SP, com objetivo de estabelecer parcerias comerciais para o escoamento da produção regional. Segundo o presidente do NSP, Sidney Primos, a missão foi composta por treze criadores e Médicos Veterinários ligados ao Núcleo, os quais puderam avaliar o interesse dos empresários do setor em adquirir a produção em escala.

Na oportunidade, o grupo acompanhou a entrada dos animais e os procedimentos de abate de cordeiros, seleção de carcaças e a classificação dos cortes. Sidney Primos explica que após o acompanhamento do processo, houve uma reunião com Fernando Gottardi, coordenador do programa de ovinos do Marfrig, o qual demonstrou interesse em adquirir os animais da região de Avaré sem custo algum de transporte. Na avaliação do presidente do Núcleo, o mercado está promissor e carente de produtos bem acabados para o consumo. "O consumo de carne de cordeiro tem aumentado entre a população deixando de ser uma carne considerada exótica para estar na mesa do brasileiro com mais freqüência", apontou Primos.

Com um plantel estimado em 17 mil cabeças, o Núcleo acredita que a criação de cordeiros é um bom negócio tanto para pequenos como médios produtores rurais que desejem diversificar a atividade e obter boa renda com a comercialização. De acordo com o Médico Veterinário Renato Vilem, um dos diretores do Núcleo, os criadores devem adotar tecnologias simples, mas eficientes para obter o maior rendimento de carcaça possível. Para isso, o Núcleo está conscientizando os produtores através de cursos, palestras, visitas técnicas e da implantação de um Projeto de Confinamento Coletivo na região", afirmou.

FarmPoint

São Paulo e Paraná concentram os valores mais altos da produção agrícola

O estado de São Paulo liderou a distribuição dos valores da produção agrícola em 2008, com 15,6 porcento de participação, de acordo com a Pesquisa Agrícola Municipal – Cereais, Leguminosas e Oleaginosas, divulgada na sexta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar desse destaque, o documento ressalta que no ano passado houve maior equilíbrio na distribuição nacional, porque outros estados foram impulsionados pelos bons preços da soja, do milho, feijão e arroz, em detrimento dos preços da cana-de-açúcar e da laranja, principais produtos da safra paulista.

São Paulo também liderou a produção de amendoim (76,2 porcento), caqui (50,9 porcento), limão (77,8 porcento) e tangerina (39,0 porcento).

Em seguida, está o Paraná, que responde por 14,8 porcento do valor da produção agrícola brasileira em 2008. As principais culturas verificadas no estado foram as de milho (26,5 porcento), feijão (22,3 porcento) e trigo (50,9 porcento). O estado aparece ainda como o segundo maior produtor de soja (19,9 porcento), atrás apenas de Mato Grosso, responsável por 29,1 porcento da produção nacional do grão e por 13,2 porcento da produção de milho.

Entre os municípios, o levantamento destaca que Sorriso, em Mato Grosso, obteve o maior valor de produção no ano passado, com um aumento de 63,4 porcento em relação aos dados de 2007. Principal responsável pela produção de milho e soja no país, a cidade ultrapassou o município baiano de São Desidério, que é o maior produtor de algodão herbáceo e teve um acréscimo no valor da produção de 29,5 porcento em comparação com o resultado de 2007.

Outros municípios que tiveram bom desempenho foram Cristalina, em Goiás, com aumento de 54,0 porcento no valor da produção; Unaí, em Minas Gerais, com incremento de 75,9 porcento; e Petrolina, em Pernambuco, com elevação de 36,9 porcento.

Agência Brasil

TO estará presente no Encontro Nacional de Defesa Sanitária

Os diversos programas sanitários brasileiros e os procedimentos técnicos desenvolvidos pelo serviço veterinário oficial serão apresentados e discutidos, no Endesa - Encontro Nacional de Defesa Sanitária Animal – entre os dias 19 a 23 de outubro, em João Pessoa-PB. Representantes da Adapec- Agência de Defesa Agropecuária e os demais profissionais de todas as unidades da federação estarão reunidos em busca da harmonização desses programas.

De acordo com o presidente da Adapec, José Luciano Azevedo, o evento é relevante, pois oportuniza aos profissionais em defesa sanitária animal, trocar experiências e ampliar o conhecimento técnico/científico. “O trabalho de defesa sanitária é estratégico e as informações adquiridas contribuem ainda mais para garantia da sanidade do rebanho e da qualidade dos produtos de origem animal”, pontua.

Na programação estão palestras sobre o Sistema Brasileiro de Defesa Sanitária Animal e apresentação de temas como o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa: avanços e desafios; Avaliação da qualidade dos serviços veterinários; Estudos epidemiológicos de brucelose e tuberculose: resultados e perspectivas; Cenário Mundial da raiva humana e dos herbívoros; Suinocultura nacional: realidades e desafios; Avicultura nacional: perspectivas, entre outros.

Segundo o Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, o evento deve contar com a participação de 600 técnicos do serviço veterinário oficial (federal, estadual e municipal), do setor privado e acadêmico de todo o País.

Adapec - TO

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Exportação do agronegócio mineiro mostra sinais de recuperação do mercado

A receita das exportações mineiras do complexo soja (grão, farelo e óleo), no período de janeiro a setembro, teve um aumento de 101,06 porcento. O movimento foi de quase 463 milhões de dólares, na comparação com os 230,2 milhões de dólares registrados no mesmo período de 2008. Já as exportações da leguminosa pelo Brasil registraram uma expansão de 2,14 porcento, alcançando quase 16 bilhões de dólares.

De acordo com o Ministério de Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o volume de soja colocado por Minas este ano no mercado internacional aumentou 161,61 porcento. Os embarques somaram 1,1 milhão de toneladas, contra 408,2 mil toneladas no mesmo período de 2008.

O superintendente de Política e Economia Agrícola da Secretaria de Estado da Agricultura de Minas Gerais (Seapa), João Ricardo Albanez, explica que “a expressiva expansão dos embarques possibilitou o salto na receita das exportações desse produto, pois o preço internacional teve retração média superior a 23,0 porcento como consequência da crise econômica internacional.

O açúcar é outro produto agrícola mineiro que obteve resultados expressivos nas vendas internacionais, nos nove meses analisados pela Secretaria da Agricultura. De acordo com Albanez, a receita cresceu quase 66,0 porcento. “Foram cerca de 364,3 milhões de dólares na comparação com uma cifra aproximada de 233,6 milhões de dólares no período anterior. Ele observa que “este foi um dos poucos produtos beneficiados por aumento de preço no mercado internacional: a cotação do açúcar, nos nove meses, teve uma elevação média superior a 16,0 porcento.”

Já o café, principal produto das exportações do agronegócio mineiro, registrou nos nove meses analisados um movimento da ordem de 2,0 bilhões de dólares. “Esta cifra é 0,31 porcento superior à obtida no mesmo período de 2008”, acrescenta o superintendente. “Apesar da pequena expansão da receita, houve um aumento de 20,42 porcento no volume comercializado, que alcançou 888,3 mil toneladas. O pequeno aumento da receita foi conseqüência da retração de 16,70 porcento no preço médio do café no exterior, na comparação com a média de janeiro a setembro de 2008.”

Houve retração também nas cotações da carne suína exportada por Minas Gerais. O produto foi negociado por um valor, em média, 8,0 porcento menor que o registrado no acumulado de janeiro a setembro do ano passado. Ainda assim o volume dos embarques aumentou quase 80,0 porcento, possibilitando uma receita da ordem de 84,1 milhões de dólares. Esta cifra é 62,2 porcento maior que a registrada no mesmo período de 2008, que foi da ordem de 51,9 milhões de dólares.

Receita evolui

De acordo com Albanez, as exportações do agronegócio mineiro, no segundo semestre, vêm apresentando crescimento contínuo. A receita evoluiu de 0,45 bilhões de dólares para 0,52 bilhões de dólares e alcançou 0,54 bilhões de dólares, respectivamente, nos meses de julho, agosto e setembro. “Essas cifras sinalizam para a recuperação gradativa do mercado externo para aquisição dos produtos provenientes da agricultura e da pecuária mineira”, finaliza o superintendente.


As informações são de assessoria de imprensa.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Temporal agrava situação da lavoura de trigo gaúcha

As chuvas dos últimos dias aumentaram a ocorrência de doenças fúngicas nas lavouras de trigo do Rio Grande do Sul. Conforme dados da Emater, casos de giberela e septória atingem as espigas e devem reduzir a produção, estimada em 1,7 milhão de toneladas no Estado. "Os ventos também contribuíram para o acamamento das lavouras", informou a diretora técnica da Emater, Águeda Mezomo. Em Passo Fundo, o clima prejudicou a cultura, que está em fase de formação da espiga, ou frutificação. Em Erechim, produtores começam a receber Proagro para as lavouras afetadas por ferrugem.

Em São Borja, técnicos e produtores de trigo estão apreensivos. Segundo o agrônomo da Cotrisal Charles Dalmaso, as próximas semanas serão decisivas para a determinação da produtividade, que pode ter sido comprometida pelo clima adverso. Os 16 mil hectares cultivados no município estão em fase de enchimento ou maturação e devem estar prontos para colheita em 20 dias.

A umidade também prejudicou o plantio de milho, que está atrasado em 20 porcento. O mesmo acontece com o arroz em Bagé, onde houve queda de granizo. Em Uruguaiana e Quaraí, o défict hídrico chega a 30 porcento.

Correio do Povo

Chuvas favorecem áreas produtoras de café do Brasil

As áreas produtoras de café do Brasil estão recebendo boas chuvas, o que fornece às árvores umidade no momento importante de floração para a safra do ano que vem, disseram agrônomos e produtores, tentando virar a página após um 2009 decepcionante. As chuvas durante praticamente todo o ano prejudicaram parcialmente a safra de 2009, provocando a fermentação dos grãos colhidos mais tardiamente. "Não é nem muito nem pouco", disse o produtor Ralph de Castro Junqueira, de Minas Gerais.
"Os botões estão começando a se formar", completou, explicando que as flores surgirão em cerca de duas semanas - o primeiro passo no ciclo de produção. As flores já abriram em muitas partes de Minas, São Paulo e Espírito Santo, mas agrônomos disseram que a quantidade, uma indicação do tamanho da safra, varia de lugar para lugar.
"A floração aconteceu, mas não foi como os produtores esperavam...Foi mais em cafezais mais jovens", disse Joaquim Goulart, diretor técnico da Cooxupé, em Minas. Goulart explicou que as flores abriram em estágios, em vez de um padrão uniforme, o que pode afetar a qualidade se algum fruto ainda estiver verde no momento da colheita. O baixo uso de fertilizantes no ano passado, quando os preços saltaram, pode também afetar a produção, disse ele.
"Comparado com 2008, tudo nos leva a crer que será similar", disse Goulart, referindo-se ao ano de alta do ciclo bianual do café, o que acontecerá novamente em 2010.
No mês passado, o trader da Cooxupé Lúcio Dias afirmou que a safra de 2010 pode atingir 45 a 47 milhões de sacas, contra 48 milhões em 2008. Ele alertou que isso ainda pode mudar, já que faltam vários meses para o início da colheita.

Café e Mercado

sábado, 3 de outubro de 2009

Chuvas atrasam plantio de lavouras de verão

A umidade no solo provocada pelas chuvas de setembro já altera a condução das culturas de verão. Conforme a Emater, há um ano, os produtores de milho haviam plantado 45 porcento da área no RS. Desta vez, entretanto, apenas 35 porcento foram cultivados, e as condições nas lavouras são preocupantes, uma vez que a umidade tem provocado o surgimento de doenças. 'Neste momento, o ideal seria que a cultura sofresse um pouco a falta de água. A chuva é importante para o milho em um estágio avançado, mas, agora, a situação é preocupante', diz o agrônomo Dulphe Pinheiro Machado Neto.

Na região Norte, onde o período indicado para a semeadura começa no dia 15, os sojicultores deverão dar início à dessecação. A precipitação sistemática impede a ação das máquinas, o que pode levar a um manejo inadequado. 'O uso dos equipamentos sobre o solo úmido provoca a compactação. Há risco de queda de produtividade', admite o agrônomo Cláudio Doro. Segundo ele, o produtor pode acelerar o plantio nos intervalos de sol, ainda que em condições de solo inadequadas.

Apesar de abundante, a chuva ainda não foi suficiente para encher barragens da Fronteira-Oeste. Com o tempo seco, 32.493 hectares foram plantados com arroz, correspondendo a 10,29 porcento da área projetada. Embora a região seja a mais adiantada do Estado, o índice é bem inferior ao do mesmo período de 2008, quando o cultivo já estava pronto em 38,85 porcento das lavouras.

De acordo com o Irga, apenas 5,02 porcento dos 1,1 milhão de hectares estimados para a orizicultura nesta safra foram plantados. No mesmo período do ano passado, a semeadura já alcançava 9 porcento do total.

AGROLINK

Rentabilidade mantém a soja na liderança da produção

Curitiba - A soja foi a cultura que mais cresceu no Brasil em dez anos. No período de 1995 a 2006, a soja apresenta um aumento de 88,8 porcento na produção e alcançou 40,7 milhões de toneladas, em 15,6 milhões de hectares, com um aumento de 69,3 porcento na área colhida. Em termos absolutos, significa um aumento de 6,4 milhões de hectares. Grande parte desta área pertence à região Centro-Oeste.
A cultura da soja, principal produto agrícola na pauta de exportações brasileiras, foi cultivada em 215.977 estabelecimentos, gerando 17,1 bilhões de reais para a economia brasileira. Segundo o Censo Agropecuário 2006, o Mato Grosso foi o maior produtor nacional de soja, com 10,7 milhões de toneladas, o respondendo por 26,2 porcento da produção brasileira em 2006.
A pesquisa mostra ainda que 46,4 porcento dos estabelecimentos cultivam soja transgênica com o objetivo de diminuir os custos de produção. O produto foi semeado em 4 milhões de hectares.
Neste ano, o preço da soja vem em declínio no Paraná. De acordo com informações da economista da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Gilda Bozza, o valor médio da saca de 60 kg, em janeiro, no Paraná era de 45,69 reais e em agosto o preço médio caiu para 42,81 reais. Segundo ela, os motivos que mais influenciaram foram a oferta/demanda e notícias climáticas nos Estados Unidos. A economista lembra que, no início do ano, os estoques estavam mais apertados.
Para ela, a cultura é a que mais cresce porque ainda dá alguma rentabilidade aos produtores. A tendência para os próximos meses é que o produto fique com o preço estável. No mercado futuro, na Bolsa de Chicago, a soja é cotada em 20,47 dólares para março de 2010 e em 20,29 dólares para maio. (A.B.)


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