sexta-feira, 27 de novembro de 2009

NZ: previsões para o mercado de cordeiros em 2009-10

O número total de cordeiros nascidos na Nova Zelândia nessa estação aumentou 6,2% (1,7 milhão de cabeças), para 28,95 milhões. Entretanto, esse número continua baixo comparado com a média de 32,8 milhões de cabeças durante o período de uma década até 2007, de acordo com o último relatório do Meat & Wool New Zealand.

A maior safra de cordeiros surgiu da maior porcentagem de parições - 10,5% a mais, para 123,6% - apesar da neve que caiu no final de outubro em algumas regiões, bem como do menor número de ovelhas de cria dos últimos cinquenta anos. A fertilidade das ovelhas e a sobrevivência dos cordeiros foi impulsionada pelas menores taxas de estoque, após vários anos de liquidação, devido a uma combinação de seca e preços particularmente altos na oferta por cordeiros no ano passado.

Embora o reabastecimento deva aumentar esse ano, com um extra de 700.000 cordeiros sendo retidos nas fazendas, o número de cordeiros disponíveis para exportação aumentará em 1 milhão de cabeças (ou 4,4%) com relação ao ano anterior, para 23,5 milhões de cabeças.

Apesar da difícil taxa de câmbio, a produção de exportação deverá aumentar em 3,4% com relação ao ano anterior, para 411.500 toneladas, melhorando o mercado de cordeiros.

Os abates de ovinos adultos na estação deverão cair em 7,6%, para 3,7 milhões de cabeças.

FarmPoint

sábado, 21 de novembro de 2009

Conab projeta colheita de 44 milhões de sacas de café em 2010

A Superintendência de Gestão da Oferta da Conab divulgou nessa quinta-feira (19), uma prospecção para alguns produtos da safra 2009/10, entre eles o café. No documento, a estatal aponta as tendências relativas à produção, consumo, exportação, mercados interno e internacional, entre outros. Cabe o destaque para a projeção de colheita do grão em 2010, apontada pela Conab em 44 milhões de sacas de 60 kg, sendo 32,3 milhões referentes a arábica e 11,7 milhões de sacas a conillon.

Agrolink

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Soja tem preferência

A região de Ribeirão Preto deve registrar o maior avanço na área plantada de soja em todo o Estado de São Paulo. De acordo com as estimativas da safra 2010, divulgadas ontem pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), a cultura deve saltar de 3,8 mil hectares plantados na safra atual, para 6,4 mil no próximo ano, um crescimento de 65,7%. Para especialistas, o avanço na região é explicado pelas reformas nas lavouras de cana-de-açúcar.
Em todo o estado, o crescimento na área plantada de soja será de 469,1 mil hectares neste ano para 508,6 mil na safra 2010. De acordo com o IEA, a expectativa de crescimento está baseada na rotação da cana, além dos bons preços do produto no mercado. “A soja deve substituir parte das áreas cedidas pelo algodão e amendoim no Estado. E como cultura de reforma dos canaviais é uma boa opção”, disse a pesquisadora científica Denise Viani Caser, uma das responsáveis pelo levantamento.
A cultura da cana está relacionada com maior crescimento da soja na região de Ribeirão. “Como o cultivo de cana é grande, as culturas de rotação também aumentam. E a tendência é que o crescimento seja maior para a próxima safra por conta do bom volume de chuvas deste ano”, disse o engenheiro agrônomo Luiz Fernando Zorzenon, da Cordenadoria de Assistência Técnica Integrada (Cati) da Secretaria de Agricultura.
Para o Augusto Cesar Strini, gerente da Unidade de Grãos da Cooperativa dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado (Canaoeste), pela quantidade de hectares de cana plantados na região, de 368 mil, ainda é pequena a área para soja. “A rotação é necessária para melhorar o solo e a remuneração do produtor. Por conta das crises no setor, muito produtores deixaram de fazer a reforma”, disse.
O produtor Carlos Martins da região de Ribeirão, que tem uma fazenda próxima a Sertãozinho, ficou sem fazer a rotação no ano passado, mas vai plantar soja nessa entressafra. “Melhora a terra e vou ter um produto a mais”, disse.
Gazeta de Ribeirão

sábado, 7 de novembro de 2009

Termina auditoria chilena no Tocantins

A Adapec – Agência de Defesa Agropecuária, bovinocultores e proprietários de frigoríficos aguardam o relatório final da auditoria que declarará se o Tocantins poderá ser ou não exportador de carne bovina para o Chile. A auditoria no Serviço de Defesa Sanitária do Estado, feita pelo representante do Serviço Agrícola Ganadero do Chile, foi finalizada na tarde desta quinta-feira, dia 5, na cidade de Gurupi, a 240 km de Palmas, região do Sul do Estado.

Segundo o presidente da Adapec, José Luciano Azevedo, no relatório da auditoria, além da resposta sobre a aprovação do serviço estadual podem ser apresentadas algumas exigências para que o comércio com o Tocantins seja estabelecido, como a instituição da noventena para as propriedades exportadoras, que ficam impedidas num período de noventa dias de receber animais de áreas não habilitadas pelo Chile. “Ainda não fazemos isso porque é uma exigência única do Chile. Mas assim que confirmado o comércio, estabeleceremos a medida”, explicou.

A visita técnica, de praxe para a habilitação de novos mercados, começou na terça-feira, dia 3, e percorreu cinco cidades do Estado: Palmas, Porto Nacional, Araguaína, Tocantinópolis e Gurupi. Foram inspecionados escritórios e uma barreira fixa da Agência, além de uma loja agropecuária, um frigorífico, um leilão e uma propriedade de confinamento de animais.

De acordo com o diretor de Defesa Animal da Adapec, José Emerson Gomes, que acompanhou o técnico chileno José Herrera, no Tocantins, a expectativa é boa. “Mostramos como funciona o nosso Sistema de Defesa, a emissão de Guia de Trânsito Animal on line e tiramos todas as dúvidas do técnico. Esperamos que o Tocantins seja habilitado”, falou.

Exportação
O Tocantins está habilitado a exportar carne, seus produtos e sub-produtos para mais de 130 países, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

No Brasil, estão habilitados para exportar carne para o Chile os estados de Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, de acordo com o departamento de Saúde Animal do Mapa – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Adapec - TO